Pela Não Violência contra Idosos

Em 30 de janeiro é celebrado o Dia da Não Violência, data criada pelo Ministério da Saúde para lembrar a importância de combater o problema. Dentre os inúmeros tipos de violência, um que tem chamado a atenção pelo crescente número de casos é o de agressão a idosos. Somente em 2012, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência registrou mais de 21 mil denúncias – um aumento de mais de 200% em relação ao ano anterior, 2011.

Para Mariana Asmar Alencar, presidente do departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), apesar dos recentes avanços em prol do bem-estar dos mais velhos, como o Estatuto do Idoso e a regulamentação da profissão de cuidador, ainda há muito o que fazer. “Precisamos  disponibilizar mais opções para proteger essa população. Uma questão ainda falha em nosso país é que, diferentemente do que ocorre em relação às crianças, que contam com o apoio de conselhos tutelares, ainda não existe uma rede especializada de assistência ao idoso em todo o Brasil”, relata Mariana.

A gerontóloga afirma que “muitas vezes uma denúncia deixa de ser feita à delegacia por envolver parentes e pessoas próximas, ou porque o idoso sofre ameaças. Por isso, é essencial um espaço em que ele possa ser acolhido e receber orientação médica, psicológica e jurídica” e completa explicando que apesar do Brasil já contar com as Delegacias do Idoso, é importante realizar um trabalho com suporte integral ao cidadão agredido. 

A especialista lembra também que os últimos dados do IBGE apontaram que até 2020 o país terá 40 milhões de pessoas acima de 60 anos. “Seremos o sexto país com mais idosos no mundo e nosso maior desafio é proporcionar um envelhecimento com dignidade e cidadania, garantindo não somente a assistência, mas, principalmente, a inclusão social dos idosos”, finaliza a presidente.

 

A violência contra o idoso em números

Entre os mais de 21 mil casos de agressão ao idoso registrados no ano passado, situações de negligência e violência psicológica lideram a lista como os mais recorrentes. Em seguida, vem abuso financeiro e econômico; a violência física e por último, o abandono.

 

O que diz o Estatuto?

O artigo 99 do Estatuto do Idoso afirma que é crime “expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica, do idoso, submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis”.

 

Como denunciar?

Pelo Disque 100 ou na Delegacia do Idoso mais próxima (em caso de ausência de uma delegacia especializada, a denúncia pode ser registrada em qualquer unidade).

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