Tipos de anestesia: qual é a melhor em cada caso?

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Quando o assunto é cirurgia, impossível não citar as possíveis complicações e o receio pela aplicação da anestesia. Há pacientes que preferem adiar o procedimento por receio de não despertar ou acordar no meio da cirurgia. A anestesia é um procedimento que permite a ausência de sensações, bloqueando a capacidade do cérebro de reconhecer um estímulo doloroso. E antes de submeter a qualquer procedimento cirúrgico, o paciente deve conversar com o médico e contar se teve algum caso na família de problema com anestesia para prever possíveis complicações.

Segundo o cirurgião plástico Luiz Anízio Wanna (CRM-74.219), do Hospital Salt Lake, de São Paulo, a anestesia é aplicada por especialistas, que cursaram seis anos da Faculdade de Medicina e, mais dois ou três anos de curso de especialização. “É possível determinar o tipo de anestesia aplicada em uma cirurgia por meio do histórico do paciente, tipo de cirurgia a ser realizada, tempo operatório, exames complementares e  físico. Após ser definida, o médico deve passar algumas orientações ao paciente em relação ao pré e pós-operatório para garantir a segurança  no momento da cirurgia”, explica.

Segundo a Sociedade Americana de Anestesiologia, as taxas de mortalidade relacionadas à anestesia caíram nos últimos 25 anos. “A evolução do procedimento garante segurança e tranquilidade ao paciente antes, durante e após a intervenção cirurgia. Equipamentos e inovações técnicas controlam a pressão arterial, pulso, ritmo cardíaco, respiração, temperatura e outras funções orgânicas, permitindo que a cirurgia ocorra sem complicações”, destaca o cirurgião plástico Luiz Anízio Wanna.

Anestesias: Seguro e eficaz contra a dor

O anestesiologista será o médico responsável por injetar na veia os medicamentos que induzem o paciente ao sono. Depois, o paciente recebe um anestésico, administrado por via inalatória para eliminar a dor. Em seguida é aplicado um relaxante muscular que bloqueia temporariamente a passagem dos impulsos elétricos do nervo para o músculo, impedindo contrações involuntárias. Logo após, o paciente fica em um estado de sono profundo e os médicos podem prosseguir a cirurgia com segurança.

SAIBA MAIS

Os tipos mais comuns de anestesia na prática médica são a geral, a peridural, a raquidiana e a local. O cirurgião plástico Luiz Anízio Wanna explica cada um desses procedimentos e qual é indicada para cada cirurgia:

Anestesia geral
Por meio da administração de medicamentos, o paciente é mantido inconsciente, sem dor e imóvel durante todo o procedimento. É injetado  medicamentos que induzem o sono por meio de um tubo na laringe. A anestesia pode ser aplicada junto com o oxigênio e, chegando ao pulmão, é absorvido entrando na corrente sanguínea. Outra forma de aplicar a anestesia geral é por meio de doses repetidas na veia do paciente.
É indicada: para operações no abdômen superior, tórax, cabeça, pescoço, cirurgias cardíacas e neurológicas. Operações em crianças, normalmente, são realizadas com anestesia geral, para evitar que se traumatizem ou fiquem inquietas durante o procedimento. “Recomendamos a anestesia geral quando o procedimento cirúrgico é muito complexo e necessita que sejam anestesiadas várias regiões do corpo”, ressalta o cirurgião plástico.

Anestesia local
A anestesia local é o procedimento anestésico mais comum, sendo usado para bloquear a dor em pequenas regiões do corpo. A aplicação é feita na região em que a pequena cirurgia será efetuada, o anestésico atinge as terminações nervosas da pele.
É indicada: operações simples, que envolvem pequenas áreas, como algumas cirurgias plásticas ou para suturar cortes (dar pontos).

Anestesia peridural
A aplicação é feita na coluna vertebral, próximo às raízes nervosas. “O anestésico é injetado na região peridural que fica ao redor do canal espinhal, e não propriamente dentro, como no caso da raquianestesia. Além disso, a peridural pode continuar sendo administrada no pós-operatório para controle da dor nas primeiras horas após a cirurgia”, garante o médico. A peridural é realizada por meio de anestésicos locais na região responsável por transmitir a sensação de dor até o cérebro. A aplicação da anestesia é indolor e segura, desde que realizada por profissionais qualificados.
É indicada: para cirurgias de curta a média duração nos membros inferiores, região pélvica, abdômen, implantes mamários e outros procedimentos cirúrgicos realizados abaixo da cintura.

Anestesia raquidiana
A presença do anestésico dentro da coluna espinhal bloqueia os nervos que passam pela coluna lombar, impedindo que os estímulos dolorosos dos membros inferiores e do abdômen cheguem ao cérebro. O anestésico é injetado em uma região abaixo da medula, onde só há filamentos nervosos.
É indicada: para operações nas pernas, abdômen inferior (apendicite, útero, ovário, bexiga) e cesarianas. Nos dois procedimentos, o paciente pode receber a aplicação deitado, de lado ou sentado.

CONVERSE COM O SEU MÉDICO

Procure tirar todas as dúvidas sobre o pré e pós-operatório, tempo de recuperação da cirurgia e não esconda informações do seu médico.

“Antes da aplicação da anestesia fica difícil diagnosticar se o paciente é alérgico ou não. Por isso, é importante relatar todos os medicamentos que toma e quais alimentos ou substâncias têm alergia para evitar complicações”, finaliza Luiz Anízio Wanna.

(Fonte: Cirurgião plástico Luiz Anízio Wanna – CRM-74.219)

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