Em 14 de março é celebrado o Dia Mundial do Rim – Transplante do órgão é baixo no país

Em 2012 foram realizados 5.385 procedimentos no país. Fila de espera está em torno de 32 mil pacientes
O Dia Mundial do Rim, celebrado em 14 de março, é mais uma oportunidade para conscientizar a população sobre a importância de cuidar e prevenir doenças do órgão, vital para o bom funcionamento do organismo. O envelhecimento da população e o aumento da obesidade, além do estresse das grandes cidades, hábitos alimentares inadequados e o descuido em relação à prevenção e tratamento da hipertensão arterial – causa mais importante da doença renal crônica (DRC) -, são alguns dos fatores que podem levar a invalidação do rim ou até mesmo a morte.
Os grandes vilões das doenças renais são a hipertensão arterial e a diabetes. Se não controladas, podem gerar o risco de contrair insuficiência renal. Em uma parte desses casos também ocorre a necessidade de diálise e hemodiálise. Mesmo sendo um dia de conscientização dos problemas renais e apelo à prevenção, a patologista Denise Maria Avancini Costa Malheiros, membro da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), alerta que o rim está ligado diretamente ao coração e ao cérebro: “São as doenças mais comuns que determinam a morte das pessoas, como o acidente vascular cerebral, enfarto do miocárdio e doença renal crônica, neste contexto”.
A doença renal crônica progressiva pode levar à insuficiência do órgão, fazendo com que o paciente necessite de terapias como diálise e transplante para substituírem o rim doente, segundo a patologista. No Brasil, a doença renal crônica é a causa mais comum de transplante. Em 2012, o país contou com 5.385 transplantes de rim, 8% a mais que em 2011, quando realizou 4.957. “O crescimento é significativo, mas ainda insuficiente. Estima-se que ainda temos 32 mil pacientes aguardando na fila de espera por um transplante renal”, afirma a especialista.
Entre as razões para a fila de espera ser grande estão três principais motivos: o baixo número de doadores; doadores acima de 60 anos, que não são os mais adequados, levando em conta a sobrevida menor do órgão a ser doado; e o escasso número de nefropatologistas no país também contribui de forma importante para o atraso no diagnóstico das doenças renais. Em relação aos pacientes já transplantados, a biópsia renal permite que o órgão seja avaliado de forma rápida e eventos como a rejeição do rim, isquemia, infecções e outros sejam diagnosticados e tratados prontamente. “A biópsia renal tem por objetivo fornecer um diagnóstico específico, permitindo uma intervenção terapêutica mais eficiente e buscando reverter ou interromper a progressão da doença renal. Em pacientes transplantados, as intervenções terapêuticas orientadas por biópsias renais resultam na maior sobrevida do rim transplantado”, completa Denise.
Apesar do número crescente de doadores, a aprovação para doação do órgão ainda é pequena, muitas famílias alegam a mutilação do corpo e o retardo para o enterro, de acordo com a patologista. Um dado ainda pouco divulgado é que o governo abate o valor do enterro de quem doa órgão. Além disso, o transplante se torna mais rápido quando há um doador da família com sangue compatível ao receptor. Ainda vale lembrar que qualquer pessoa saudável pode torna-se doadora. A vida é estável apenas com um só rim.
Para escapar dos problemas relacionados ao rim, a população deve controlar a hipertensão arterial, diabetes, o sobrepeso e ter uma vida menos sedentária, além de procurar diminuir o nível de stress.
DADOS
Transplante de rim no Brasil:
2012 – 5.385
2011 – 4.957
2010 – 4.630
Prevalência de doença renal crônica:
Brasil: 50/100.000 habitantes
Estados Unidos: 110/100.000 habitantes
Japão: 205/100.000 habitantes
*Os dados sugerem que a doença é menos diagnosticada no Brasil
**Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia
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