TERCEIRA IDADE: HIDROCEFALIA NÃO É UM MAL INCURÁVEL

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A perda da memória, falta de equilíbrio e incontinência urinária na terceira idade pode ser frequente, mas isso não significa que seja normal. Muitas pessoas deixam de investigar o problema e acabam convivendo com uma doença muito grave chamada hidrocefalia de pressão normal  (HPN) que pode ser tratada precocemente.

De acordo com o médico Mauricio Mandel (CRM-116095), neurocirurgião formado pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, a maioria dos idosos portadores de hidrocefalia de pressão normal não recebe tratamento adequado. “Quando a hidrocefalia é diagnosticada no idoso, normalmente o quadro é lento e progressivo. O paciente começa a ter sintomas como perda de memória, dificuldade para andar e incontinência urinária”, explica.

A palavra Hidrocefalia quer dizer água na cabeça. A Hidrocefalia de pressão normal tem este nome porque a pressão na cabeça dos pacientes geralmente é normal ou apenas levemente alta. “A doença ocorre por causa do acúmulo do liquor, o líquido que banha o crânio e a medula espinhal. O excesso desse líquido afeta áreas importantes do cérebro, como lobos frontais e fibras de conexão do cérebro”, afirma o neurocirurgião.

O especialista esclarece que há dois tipos de hidrocefalia: as congênitas e as adquiridas. “As congênitas ocorrem por má-formação da medula espinhal, fatores genéticos ou ambientais. No caso das hidrocefalias adquiridas, as principais causas são traumas, tumores, meningites ou acidente vascular cerebral (AVC), e podem acontecer em qualquer faixa etária”, diz o médico Mauricio Mandel.

É Hidrocefalia ou Alzheimer?
A Hidrocefalia de Pressão Normal, que acomete pessoas com mais de 60 anos, pode ser confundida com os sintomas do Alzheimer. “Isso acontece devido à semelhança dos sintomas, porém, elas são muito diferentes. Para hidrocefalia existe tratamento e é praticamente reversível, ao contrário do Alzheimer”, alerta o neurocirurgião Mandel.

Atenção no diagnóstico
No diagnóstico o médico irá perguntar pela história clínica da pessoa e fará um exame físico e neurológico. Os exames, como a Tomografia Computadorizada e de Ressonância Magnética, permitem uma imagem detalhada do cérebro e podem revelar diversos problemas.

Como é feito o tratamento?
Existem dois tratamentos cirúrgicos possíveis, que têm o objetivo de drenar esse líquido excedente. A primeira opção é a endoscopia cerebral, que consiste num pequeno furo feito no crânio para criar um novo caminho para o escoamento do líquor. Já a segunda, refere-se ao implante de uma válvula, que é implantada debaixo da pele no couro cabeludo, permitindo drenar o líquido. “Quando a cirurgia é realizada precocemente, a tendência é que o problema desapareça”, comenta Mandel.

Prevenção:
Infelizmente não existe prevenção para o aparecimento da hidrocefalia. Entretanto é bom ficar atento aos três sintomas iniciais desta doença: dificuldade para andar, dificuldade para raciocínio com perda de memória para fatos recentes e incontinência urinária (perda de urina).

(Fonte: Médico Mauricio Mandel, neurocirurgião formado pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia – CRM-116095)

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