Sobre o medo de cair dos idosos

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Diversos estudos mostram que o medo de cair, na verdade, aumenta o risco de queda entre os idosos

Pedir ao idoso ou ao seu cuidador que anote cada episódio de queda pode ajudar os profissionais de saúde a monitorarem o estado de saúde, a progressão da doença do idoso, bem como a ajustar a terapia deste paciente de uma maneira mais apropriada.

De acordo com dados do  Centers for Disease Control and Prevention, nos EUA, o custo para a sociedade com as quedas entre os idosos ultrapassa os US$ 30 bilhões por ano em despesas médicas.

“Um em cada três adultos com mais de 65 anos cai a cada ano e as quedas são a principal causa de morte por lesão em idosos. As mulheres são duas vezes mais propensas a sofrer uma fratura durante uma queda que os homens da mesma idade, mas a taxa de mortalidade dos homens em decorrência das quedas é maior em um terço em relação às mulheres”, afirma a geriatra Vanessa Morais (CRM-SP 132.283).

Medo de cair …

Para muitos idosos, o risco real e as possíveis complicações das quedas podem ser ultrapassados pelo medo mórbido associado às quedas. Este é um problema circular, diversos estudos têm mostrado que o medo de cair, na verdade, aumenta o risco de queda.

Muitos idosos, após uma queda, mesmo quando não se ferem, desenvolvem um grande medo de cair. Esse medo pode levá-los a limitar suas atividades, o que os leva à mobilidade reduzida e à perda de aptidão física por perda de massa muscular e de equilíbrio, o que por sua vez, aumenta o risco de cair.

O medo, no entanto, é justificado. Em pesquisas realizadas sobre os maiores temores na terceira idade, cair é, invariavelmente, o item no topo da lista, superando o medo do crime e dos problemas financeiros.

O desafio de prevenir quedas na terceira idade

Nos últimos anos, avançamos na compreensão dos fatores de risco predisponentes para as quedas entre os idosos e possíveis medidas preventivas têm sido sugeridas e implementadas.

“Para a prevenção de quedas, de uma maneira geral, recomendamos a prática de exercícios regulares e de exercícios de equilíbrio; a revisão cuidadosa dos medicamentos que podem causar tontura ou sonolência; exames de visão regulares; calçados adequados; uso correto dos dispositivos de marcha – andador ou bengala – quando indicados e medidas de segurança em casa para eliminar potenciais riscos ambientais de queda, como melhora da iluminação, retirada de tapetes, além da instalação de barras de apoio perto do vaso sanitário e da banheira e de corrimão em ambos os lados das escadas. É de extrema importância também para minimizar as consequencias da queda a realização periódica de um exame de densitometria óssea e, quando for o caso, o tratamento para a osteoporose”, destaca a geriatra Renata Diniz (CRM-SP 132.280).

Certamente, uma sociedade tão evoluída quanto a nossa, que produziu o transportador humano Segway, o GPS e seus sistemas de orientação, carros que estacionam-se sozinhos e cadeiras de rodas operadas por joysticks pode ainda criar outros avanços no campo da mobilidade tecnológica para evitar os milhares de acidentes fatais e não fatais advindos das quedas na terceira idade.

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